Direito e Economia
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Wednesday, June 14, 2006
HISTÓRIA UNIVERSAL II

O período das Cruzadas ao início dos Estados Nacionais

 

1.  Reapareceu o comércio com o Oriente, surgiram novas técnicas, novos métodos de trabalho, novas indústrias; apareceram grandes companhias de comércio, e as cidades comerciais fortaleceram-se face aos senhores feudais. O sistema feudal entrou em decadência.

 

2. A burguesia, a nova classe social, não queria terra nem precisava do senhor.

 

O seu único interesse era enriquecer com o comércio e a indústria. Em troca de privilégios, ajudaram a monarquia a lutar contra o poder dos senhores feudais.

 

3. Com o fracasso das tentativas de unificação europeia, os Estados europeus procuraram centralizar-se em torno do rei. Este, aos poucos, assumiu características de um monarca absolutista, originando as nações modernas da Europa ocidental.

 

4. As duas classes sociais saíram esgotados da guerra. O feudalismo estava destruído nessas regiões e o rei pôde impor-se aos senhores feudais.

 

 Os Tempos Modernos e o Renascimento

 

1. Os reinos cristãos consolidaram-se e expandiram as suas fronteiras. O feudalismo deu lugar ao capitalismo comercial.

   

    As monarquias absolutas fortaleceram os Estados Nacionais.

 

    Formaram-se os grandes impérios ultramarinos.

 

    A Reforma religiosa criticou o poder absoluto do papado.

 

    O Renascimento e o Humanismo trouxeram uma nova visão do mundo, através das artes e da ciência.

 

2.      A partir dos últimos séculos da Idade Média, os estudiosos das universidades começaram a fixar os seus estudos no homem e no Planeta.

 

     Antes, estudava-se apenas a relação do homem com o seu criador.

 

      A partir desse tempo, começaram a estudar o próprio homem como ser racional e superior às demais criaturas. Essa nova concepção do ser humano foi chamada de Humanismo.

3. A arte perdeu o carácter piedoso, prosseguindo os temas pagãos (festas, retratos da vida quotidiana).

  

   O uso do nu e da perspectiva, associados à revolução científica, foram as principais inovações.

 

4. A pólvora, introduzida na Europa no final da Idade Média pelos árabes, foi aplicada na guerra, através das armas de fogo.

 

   Com ela, o poder dos cavaleiros armados da Idade Média chegou ao fim.

 

    A imprensa também era conhecida no Oriente.

 

    Em 1450, Gutenberg criou a imprensa de caracteres móveis de metal, tornando económico o custo das edições e popularizando a leitura.

 

   A bússola, previamente utilizada pelos árabes, foi essencial para a realização das grandes navegações dos tempos modernos.

 

 Os Descobrimentos

1. O mundo passou a ser conhecido.

 

Novas culturas e civilizações foram contactadas. Começamos no nosso entender com o Princípio da Globalização ou Mundialização, bem assinalado pelo nosso grande poeta Luís Vaz de Camões:

"…E se mais mundo houvera, lá chegara!"

 

"Os Lusíadas", Canto VII, Estância XIV

 

A Europa tornou-se o centro da nascente economia mundial e, em nome do comércio e do lucro, populações africanas foram escravizadas e milhões de habitantes americanos foram dizimados. É bom recordar que Portugal respeitou as culturas autóctones, usos e costumes e não dizimou as populações nem destruiu civilizações como o fizeram a Espanha e a Holanda.

 

2. O objectivo das viagens portuguesas era atingir a Índia contornando o continente africano.

  

    Entrementes, há indícios de outras expedições que procuravam verificar as condições de navegação no Atlântico Sul na época do Tratado de Tordesilhas.

 

3. Os espanhóis submeteram os habitantes americanos no período de cerca de cinquenta anos. A colonização espanhola significou a "destruição" das civilizações pré-colombianas existentes na América.

  

    A desorganização dos Impérios Inca e Asteca, provocada pela primeira corrida aos metais preciosos da época moderna, provocou uma verdadeira destruição do seu povo e cultura.

 

Revolução Religiosa

 

1.      A Igreja estava a perder o seu prestígio desde o fim da Idade Média. Os Papas eram acusados de corrupção e nepotismo. O espírito crítico dos humanistas preparou as mentes para a revolta. Os hereges atacaram o governo da Igreja, o ensino eclesiástico e os dogmas. O profundo descontentamento com as desigualdades sociais levou a população a insurgir-se contra o enriquecimento da Igreja e a almejar uma melhor distribuição da riqueza.

 

2.      A luta pela secularização das terras da Igreja.

 

 Segundo a proposta de Lutero, os bens materiais da Igreja deveriam ser repartidos. A nobreza empobrecida e vários membros do alto clero da Alemanha passaram a apossar-se das propriedades da Igreja. Os camponeses empobrecidos tentaram o mesmo e revoltaram-se contra os senhores feudais.

 

3. Lutero manifestou-se contra, camponeses e o movimento foram derrotados depois de pelo menos 100 mil camponeses serem massacrados.

 

4. A Contra-Reforma católica deu-se a partir das resoluções do Concílio de Trento. A vida dos católicos mudou por via da actuação das Congregações Religiosas, dos seminários (que tentavam dar uma melhor formação aos católicos) e dos Tribunais do Santo Ofício, que perseguiam todos os que criticavam a Igreja. Ao tempo, apareceram novas ordens religiosas, como  a Companhia de Jesus, baluarte da Igreja na luta contra as heresias.

 

 Predomínio Ibérico

 

1. Gastou a maior parte das suas riquezas em guerras para consolidar a hegemonia dos seus governantes na Europa e no Novo Mundo e defender a fé católica. Economicamente, tornou-se dependente dos países que estavam mais adiantados nos processos de manufacturas como a Holanda.

 

2. Para afirmar o seu domínio sobre a economia europeia, os holandeses tentaram capturar as rotas de comércio de longa distância de produtos asiáticos e americanos e, para isso, dirigiram os seus ataques contra as colónias portuguesas.

 

3.  A Noite de São Bartolomeu, em 1572, marcou o início dos conflitos violentos entre católicos e protestantes franceses. Naquela noite, os católicos realizaram o assassinato em massa de huguenotes. A partir daí os conflitos no reino acirraram-se.

 

 

Absolutismo na França e o Século XVII

 

1. Porque a França, apesar de ter saído vitoriosa da Guerra dos Trinta Anos, ficou arruinada. O cardeal Mazarino, para resolver a situação financeira do reino, aumentou os impostos sobre a fortuna e os nobres rebelaram-se. O povo de Paris sitiou o Palácio Real do Louvre e a família real fugiu. A revolta continuou por quatro anos.

 

2. O mercantilismo foi a política económica adoptada pelos governantes europeus durante a Idade Moderna. Segundo as teorias mercantilistas, a riqueza de uma nação obtém-se vendendo o mais possível para as outras nações e comprando pouco. Dessa forma, a nação teria sempre uma balança comercial favorável. Os produtos estrangeiros tinham de pagar pesados impostos para serem vendidos. Para sustentar essa política exportadora, era necessário contar com uma poderosa marinha mercantil e de guerra.

 

3.      As principais medidas do governo de Cromwell apontaram ao fortalecimento comercial da Inglaterra. Em 1651, promulgou os Actos de Navegação, que deram impulso decisivo à marinha mercante inglesa. Em 1655, empreendeu a primeira guerra naval contra a Holanda, até então senhora dos mares. Em 1655, tomou a Ilha da Jamaica, no Caribe, pertencente à Espanha.

 

Século das Luzes

 

1. Pregavam a soberania popular, a igualdade social, a liberdade pessoal e a tolerância religiosa. Ao negar a origem divina do rei, ao afirmar que a autoridade fundava-se no consentimento dos cidadãos, John Locke abriu espaço para as críticas à legitimidade do Antigo Regime.

 

2. Foi a ideologia dos reis absolutistas que tentavam proteger-se dos ideais revolucionários liberais - democráticos. Para evitar a difusão dessas ideias, adoptaram reformas administrativas que transformaram, até certo ponto, as bases do Estado.

 

3. As colónias ultramarinas eram os mercados que compravam as manufacturas excedentes produzidas pela Europa. Ao mesmo tempo, forneciam as matérias-primas utilizadas pelas fábricas europeias.

 

Século das Revoluções

 

1. O desejo generalizado de reforma, que atingiu todas as camadas sociais da população europeia. Os camponeses não suportavam mais o peso dos impostos e das obrigações feudais ainda vigentes em muitos países europeus.

 

    A burguesia desejava o fim dos privilégios da nobreza e do alto clero e pretendia participar das decisões do governo. A nobreza e o alto clero apoiavam a monarquia constitucional, na expectativa de desempenhar um papel mais importante no governo.

 

2. Os motivos que levaram à emancipação das treze colónias inglesas da América do Norte foram a cobrança de impostos e a falta de representação dos colonos americanos no Parlamento inglês.

 

3.  A Assembleia francesa de 1789 decretou o fim da servidão e dos privilégios. Instituiu a igualdade no pagamento dos impostos, o fim dos dízimos da Igreja, aboliu os tribunais excepcionais e suprimiu títulos de nobreza.

 

    Proclamou a Declaração dos Direitos do Homem, pondo fim à tortura e às perseguições religiosas. O país foi reorganizado em departamentos e províncias. O exército foi reformado para permitir que a burguesia nele participasse. O Poder Judicial foi restaurado. No final de 1789, a Assembleia Constituinte confiscou os bens do clero. Pouco tempo depois, confiscou os bens da coroa e dos nobres que haviam fugido para o exterior. Reorganizou a Igreja sendo os bispos eleitos pelo povo e ficaram submetidos à autoridade do governo. Adoptou-se o casamento civil e o divórcio. Suprimiram-se as ordens religiosas.

 

Revolução Industrial e as Revoluções Europeias

1. Os principais factores foram as inovações técnicas que originaram a máquina e a utilização da energia a vapor; a extensão das vias de comunicação; a construção de canais e novos sistemas de pavimentação; a ampliação dos mercados consumidores por via do aumento da população e do colonialismo europeu; a existência de capitais provenientes do comércio colonial, dos bancos e da agricultura; o aumento da produção de matérias-primas, estimulado por novos sistemas de cultivo e mineração, e o excedente da oferta de mão-de-obra que permitia a exploração dos proletários.

 

2.      A expansão do capitalismo industrial fortaleceu a burguesia capitalista. Iniciou-se o processo de concentração urbana da população. O êxodo rural e a aglomeração industrial originaram o proletariado industrial. Como consequência, surgiram graves problemas sociais, frutos da desigualdade social. O aumento da produção de manufacturas fez detonar a luta pelos mercados. A civilização europeia, criadora das novas técnicas, aumentou o seu domínio sobre outros povos. Os impérios coloniais europeus expandiram-se e ampliaram-se durante o século XIX. A Inglaterra tornou-se a potência hegemónica. Dominou o comércio mundial e dilatou o seu império colonial rígido na África e na Ásia, e flexível, nas Américas.

 

4.     As ideias socialistas ganharam campo durante os movimentos de 1848, abrindo uma brecha entre a burguesia e o proletariado, que, até então, actuavam juntos contra a aristocracia. Surgiu o comunismo. Da Inglaterra, Karl Marx e Friedrich Engels aclamaram o Proletariado, no Manifesto Comunista: "Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!".


Posted at 06:31 pm by Direito e Economia
 

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