Direito e Economia
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Wednesday, June 14, 2006
HISTÓRIA UNIVERSAL III

Napoleão e a Expansão da Revolução

 

1. Napoleão obteve a reconciliação dos partidos políticos decretando uma amnistia e o retorno dos emigrados. A Igreja perdeu definitivamente os bens e ficou subordinada ao Estado. Reconstruiu povoados que foram destruídos durante a revolução: construiu estradas e pontes; melhorou os serviços de correio e instalou o telégrafo em várias cidades. Reorganizou o sistema educacional francês. Em 1808 criou a Universidade da França. Reordenou os impostos e criou o Banco de França. Criou o Código Napoleónico, no qual todos os franceses estavam sujeitos às mesmas leis. As greves foram consideradas ilegais. A burguesia foi a grande beneficiada, pois consolidou vantagens obtidas durante o processo revolucionário.

 

2.      A burguesia inglesa sentia-se ameaçada pela expansão do comércio e da indústria francesa. A política imperialista de Napoleão na Europa e nas colónias rompeu a política do equilíbrio europeu, em favor da França. Por outro lado, a Inglaterra contava com importantes recursos para enfrentar o poder francês: a indústria inglesa era mais desenvolvida do que a francesa. Sua posição insular a protegia contra os exércitos franceses. Sua marinha de guerra lhe garantia o controle dos mares. Os grandes recursos económicos permitiram reunir os exércitos de outras potências europeias.

 

3.      Foi a tentativa de sufocar a Inglaterra economicamente, pois ela ficaria isolada comercialmente de seus mercados.

 

As Revoluções Americanas

 

1. A Inglaterra, em guerra contra a França e aliada da Espanha, ocupada por Napoleão, não podia apoiar abertamente os movimentos de independência da América Espanhola. Por outro lado, o Bloqueio Continental obrigou-a a forçar as colónias espanholas a adoptarem a liberdade de comércio, uma vez que precisava desesperadamente dos mercados coloniais para substituir os mercados europeus. A fraqueza espanhola e o controle dos mares exercido pela Inglaterra não deixaram outra opção para os colonos americanos e a Inglaterra forçou a abertura dos mercados coloniais.

 

2. As guerras trouxeram uma mobilização em larga escala que foi capaz de romper situações sociais estabelecidas durante os séculos de colonização. Tanto patriotas como realistas tiveram de formar exércitos cada vez mais numerosos nos quais as classes dominantes ocuparam as posições de comando. Muitos chefes "crioulos" (mestiços como o Hugo Chaves na Venezuela) assumiram posições de comando mesmo do lado realista. Os soldados eram na sua maior parte pertencentes às camadas mais pobres da população.

 

3.  Em 1860 a União contava com 33 Estados Federados. Apesar disso, a escravidão praticada nos Estados do Sul colocava em risco a unidade da Federação. O Norte e o Sul eram duas regiões de culturas distintas. Os Estados do Norte não queriam que outros estados esclavagistas entrassem na União. Os Estados do Sul, tinham ideia contrária e queriam manter o equilíbrio entre Estados esclavagistas e Estados abolicionistas no Congresso.

 

Vitória da Reacção

1. A Santa Aliança era um pacto de ajuda mútua entre as monarquias absolutistas que se reuniram no Congresso de Viena para redistribuir o poder e a ordem internacional após a derrota de Napoleão. A Santa Aliança encarregou-se de perseguir os seguidores das ideias revolucionárias de 1789 e sufocar as rebeliões contra o absolutismo em todo o mundo, além de permitir a intervenção de governos estrangeiros em assuntos internos de outros Estados.

 

2. Liberdade de imprensa e culto; a organização administrativa; a igualdade perante a lei; as liberdades individuais.

 

3. Enquanto as potências vencedoras se reuniam em Viena, surgiram organizações populares que visavam preservar os princípios revolucionários. Os patriotas liberais lutavam contra o absolutismo e não aceitaram passivamente o retorno do Antigo Regime. Opunham-se à ocupação estrangeira de suas pátrias. Na Itália, surgiu a sociedade secreta dos carbonários. Na Polónia, o movimento Jovem Polónia lutava contra a ocupação da Rússia e da Prússia. Na Irlanda, o Sinn Fein lutava contra a dominação inglesa.

 

Europa Burguesa e Unificação da Itália e Alemanha

 

1. A crise económica e a injustiça social, apesar do desenvolvimento económico produzido após a Revolução Industrial, foram a causa da maior parte da população viver na miséria.

 

2. A Comuna de Paris foi um movimento popular e socialista que eclodiu após a derrota francesa na Guerra Franco-Prussiana de 1871. Beneficiando da desordem do pós-guerra, socialistas e anarquistas tomaram a cidade de Paris e organizaram a Comuna. Durante dois meses, lutaram contra o exército. A repressão à Comuna foi violenta. Durante a "semana sangrenta", mais de 20 mil revoltosos foram fuzilados e milhares de socialistas e anarquistas foram exilados.

 

3. Representou a decadência do Império dos Habsburgos, que controlava os principados alemães e o norte da Itália. Significou, também, o fim da Ordem Internacional criada pelo Congresso de Viena em 1815.

 

Imperialismo Moderno

 

1. A partir da primeira metade do século XIX, a Europa necessitava de obter matérias-primas para alimentar as suas indústrias e mercados e escoar os seus produtos. Em poucos anos, as potências europeias dominaram mais de metade do mundo. Por outro lado, a utilização de máquinas causava o desemprego e instabilidade social nos países industrializados. As potências europeias ocuparam novas terras para resolver o problema do excedente de mão-de-obra. Entre 1835 e 1914, mais de 60 milhões de europeus emigraram para outros territórios, inclusive para as Américas.

 

2. O alargamento territorial e a conquista do Oeste; a propagação interna e externa do capitalismo industrial e financeiro; o aumento da população devido à emigração de europeus e chineses; o aproveitamento de recursos naturais existentes; o aproveitamento das técnicas introduzidas durante a Revolução Industrial; o domínio imperialista de regiões da América.

3. O decadente império turco foi vítima do expansionismo das potências europeias. A Guerra da Crimeia (1854-1855) demonstrou o interesse das potências na região. A Rússia desejava controlar os estreitos que comunicam o Mar Negro com o Mediterrâneo e estender o seu protectorado sobre os povos eslavos que habitavam nessas regiões. A Áustria procurava expandir-se à custa dos otomanos. A Alemanha havia feito grandes investimentos de capitais na Turquia, e olhava a região com especial interesse. A Inglaterra procurava fortalecer a sua posição no Mediterrâneo Oriental. Os países que surgiram desse conflito de interesses foram a Grécia, a Bulgária, a Albânia, Montenegro, Bósnia-Herzegovina, a Sérvia e Roménia.

 

Cultura do Fim do Século e Mundo Contemporâneo

 

1.  A I Internacional Operária reuniu-se em Londres em 1864. Reuniu sindicalistas, líderes operários e intelectuais dos principais centros europeus. Karl Marx participou. Em 1876 a Internacional dissolveu-se, dada a ruptura entre socialistas e anarquistas, que defendiam a ausência de governo e a luta contra qualquer tipo de organização estatal. A II Internacional reuniu-se em 1889 em França. A maioria dos seus membros era socialista democrática. Com a eclosão da I Guerra Mundial em 1914, os socialistas abandonaram o internacionalismo e a ideia de revolução social e empenharam-se na defesa dos seus países. Os comunistas criticaram essa atitude, chamando os socialistas democráticos de traidores ao movimento dos trabalhadores. A III Internacional reuniu-se em 1919, após o triunfo do Partido Comunista na Rússia. A partir daí, a União Soviética tornou-se o centro irradiador do comunismo mundial. A IV Internacional reuniu-se no México em 1938, sob a inspiração de Leon Trotski, dissidente da Revolução Russa que defendia a revolução permanente. A IV Internacional Criticou o Burocratismo Soviético.

 

2.      O petróleo substituiu o carvão como fonte de energia. Os motores de explosão e os motores a gasolina revolucionaram os meios de transporte conhecidos. A electricidade começou a ser utilizada a partir da invenção do dínamo, em 1870.

 

A energia eléctrica resulta da água, do vento, das marés e do petróleo.

 

     O aço, combinação de ferro e carbono, substituiu o ferro.

 

3.      Entre 1890 e 1914, conhecida como "belle époque", o estilo de vida da burguesia francesa, tornou-se o padrão cultural dominante, imitado pela burguesia de todo o mundo.

 

 Primeira Guerra Mundial

 

1. A rivalidade entre as potências pelo domínio dos mercados coloniais; corrida armamentista; política de alianças; imperialismo europeu nos Balcãs e conflitos de fronteira entre os principais Estados europeus.

 

2. A Alemanha mantinha um exército permanente de mais de 1 milhão de soldados. Tinha-se tornado uma das principais potências económicas da Europa e necessitava de espaço para se alargar. Apesar das suas dimensões colossais, o Império Austro-Húngaro apresentava uma situação interna extremamente frágil, pois albergava várias nacionalidades. O nacionalismo eslavo e a disputa entre a Rússia e a Áustria pelo domínio da região agravaram a situação. A Itália aliou-se à Alemanha e à Áustria procurando expandir os seus domínios coloniais. Além disso, tinha pretensões na região dos Balcãs. Durante a Paz Armada, a Itália manteve um exército permanente e construiu uma frota de guerra considerável.

 

3. A economia dos países em guerra transformou-se profundamente. Entre 20% e 40% da população masculina adulta foi recrutada para servir nas Forças Armadas. Mulheres e crianças compensaram a falta de mão-de-obra nas fábricas e no campo. As fábricas dedicaram-se quase em exclusivo à produção de armas e equipamentos militares. As vias de comunicação, estradas e caminho-de-ferro serviam prioritariamente os exércitos locais ou inimigos. Em alguns países, foi adoptado o trabalho obrigatório nas indústrias de material bélico. O entusiasmo inicial, devido em grande parte à propaganda, transformou-se em desencanto e desespero. Deserções, motins, greves e protestos tornaram-se rotina.

 


Posted at 06:33 pm by Direito e Economia
 

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